quinta-feira, novembro 03, 2011

Diva




Clarice Lispector
O mais incrível é quando o acaso junta dois caminhos lado a lado, porém, com uma única saída. é impressionante como o inesperado quase sempre aparece. E o destino que tricota laços e nos erros mais comuns os desfaz.


          


Shayene Bravo Alves
E que quando o futuro chegar, e se ele chegar, eu continue amando o mesmo homem, como amei até aqui. Porque quando o meu ontem se foi, eu senti falta de amar-te mais.

                                     

Shayene Bravo Alves
Ás vezes é preciso dizer em palavras todas as expressões as quais o coração tem em abundância.




Shayene Bravo Alves
Animais selvagens


          A falta de ética e escrúpulos tomou conta dos nossos olhos. A única cena lamentável vista por eles nos últimos anos tem sido violência, violência e ainda violência. A pior queixa de um deficiente visual é a de não poder ver o mundo. Contudo, passamos todos a compartilhar dessa mesma deficiência, afinal parece que impusemos a nós mesmos: Não enxergar o mundo como está.
        A violência nas escolas deixa marcas físicas, porém, as psíquicas ainda conseguem ser mais dolorosas. As cicatrizes são quase irrecuperáveis. É lastimável olhar no fundo dos olhos de um adolescente e sentir o quão é capaz de fazer mal. O que induzem os tais a fazerem tanta covardia?
      Gastaríamos dias, papéis para responder á essa pergunta, mas a resposta que não quer calar é a seguinte: a própria Família. São diversas as causas e conhecemos bem todas elas. Apenas sabem as conseqüências aquelas que sentem na pele, a dor da palavra V-i-o-l-ê-n-c-i-a.
       Os números dessa selvageria crescem e com ele as batidas do meu coração. Ao ler, por exemplo, que uma menina é agredida fisicamente por outra devido à cor da pele dela.  Nesse momento meus pensamentos viajam e não muito longe desvendam a falta de imposição de limites, de respeito, de ética advinda da família que é desde os primórdios da história a base de tudo. Pois então! Essa base desmoronou em pleno século XXI e os destroços nos ferem cada dia mais.
      Sou adolescente e com os olhos inundados assisto a toda essa drástica trama mesclada com terror. Enquanto escrevo, posso concluir que felizmente, muito felizmente não estou aumentando o número de massacrados.
     São tantas vidas em jogo. E o jogo já não possui mais regras. É preciso atentar-se para os adolescentes, que com cada pôr do sol estão mais violentos dentro das escolas e fora delas. Faltam princípios básicos, mas que fariam toda a diferença, e esses ninguém melhor que os familiares para impor, ou pelo menos deveria ser.